
(Julio)
Magnânime o despertar
Ventura de quem se perdeu
Choque de astros num acordar
Clarão de luz que irrompeu
Estranho o coração que ouve
Querendo dar, abarca a dor
Ampara a lágrima que comove
De todos e do seu próprio amor
São laços de sangue sem ser
São chamas que se acendem
Que faz de nós, renascer
E onde nossos corpos se prendem
Incerta é a vida, a razão
Dela partilhamos medos e cor
E de um olhar tímido de paixão
Nasce uma espécie de amor
E desse olhar enternecido
Donde te vejo mais além
Imprimo todo o sentido
De vos ter, assim também!
Ausenda Hilário