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Jul 08

 

    (cruzeiro seixas)

 
No mando da voz que é minha
Com o pensamento que avinha
Dito bem alto o meu lema
Sai de mim, lento e solto
E num ímpeto revolto
Explodem palavras lavadas
De virtudes dizimadas
 
Demora o grito da injustiça
Que em nosso âmago atiça
A fúria da impotência
Fortalece quem lidera
E cegamente se apodera
Das vísceras como os abutres
Com as palmas dos ilustres
 
Os olhos não têm que ver
A boca não tem que comer
É mais além o caminho
Os olhos têm que arrebatar
A boca não tem que calar
Falsos sábios não vamos ouvir
A máscara hipócrita tem que cair.
 
Futuro acorrentado e suspenso
Neste emaranhado tão denso
Um País que é meu e não quero
Tortura a alma da gente
Ver um povo de sangue quente
Quieto, descrente, entorpecido
Num tempo que se quer resistido
 
Lamúrias não remedeiam
E a inércia premeiam
Mordaz não basta ser
Levantemo-nos deste chão
Saibamos que uma só mão
Erguida num braço forte
Muda a vida, muda a sorte!
Ausenda Hilário

 

publicado por Utopia das Palavras às 17:32

Hoje estive num restaurante em Albufeira e estava tocando a musica do teu blog (Bonita de Pedro Barroso)
Derepente lembrei-me que há dias não passava por cá.
Foi agradável a surpresa, ou aliás não me surpreendes, porque ja vi o que sabes fazer com as palavras. Admiro!Gosto de te ler!
A hipocrisia associada ao adormecimento do povo, é o futuro hipotecado!
Um povo de sangue quente, há que reagir!
Di-lo bem minha linda!
Beijo, beijo
ggm a 25 de Julho de 2008 às 01:05

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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