
(andré breton)
Trago na boca o sabor
E nos olhos o teu aceno
No corpo o teu calor
Embriagante e doce veneno
Nas árvores a batida do vento
São queixas do teu amor
Não me foge o pensamento
Trago na boca o sabor
Deixa-me lembrar-te assim
Como água de um rio ameno
Que trago dentro de mim
E nos olhos o teu aceno
Invento asas para te fugir
Num poema te quero por
Nego se um dia sentir
No corpo o teu calor
Mentira, sonho inventado
Dentro do meu peito sereno
São brasas de fogo alado
Embriagante e doce veneno
Ausenda Hilário