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Jul 08

 

Não há poesia
Quando me rasgas no peito
A raiva que te enlouquece
E do alto do teu pedestal
Desces para me ignorar
Não há poesia
Quando os meus dedos te não tocam
E jazem frios
Quando eu, nua da minha alma
E tu me cobres de preconceito
Não há poesia
Quando o teu sorriso
É para mim um embuste
E a minha mágoa infinda
Não há poesia
Quando bradas num grito
E amordaças no meu o teu desejo
Não haverá poesia
Enquanto eu, poeta
Querendo ser o teu poema
Não o for!

          Ausenda Hilário

publicado por Utopia das Palavras às 18:02

Minha amiga
Adoro este. O final está D I V I N A L!!!
Poeta... poeta
Bjx
SÃO a 9 de Agosto de 2008 às 09:58

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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