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Jul 09

Nasceu sorriso                                                                   
E voou de mim
Devaneou no luar de um lugar
Com adornos de escol e cetim
 
Atreveu-se o sorriso
Em trilho de pedras mágicas
Orvalhou um ninho de passarinho
Fez-se vento de mel
Estatelou-se de carinho
Nas fuças avaras e trágicas
 
Sorriu devagarinho, quase pranto
No salitre da tristeza
Sentindo nua a mesa
 
E quando a noite já sem razão
Vestia a fome de espanto
Sorriu de novo devagarinho
Nas bocas meninas, sem pão
 
Pudesse o sorriso mudar um rosto
Caiar todas as íris da cor Agosto
Tão singelamente podia
Ser feliz…
 
e porque...
o sol se enfeita de aurora
E soletra amor com o rio
Deixei meu sorriso agora
Correr como riacho vadio!
 
 
(imagem: fiat lux)

 

 

publicado por Utopia das Palavras às 20:46

Um sorriso, genuíno, é um reflexo de bem estar interior; gratifica quem o solta e enaltece quem o recebe.
Parabéns pelo teu SORRISO.

Bjt
isabel a 27 de Julho de 2009 às 16:10

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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