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Jun 09

 

 

 

 
 
Quebra o molhe, não quebra o mar
As mãos quando se dão, são aço
Qual tempestade, onde o vento recusa dar
O beijo de bonança, que se faz passo
 
No passo a monte, o extenuo cansaço
De quem vai na solidão gemida
A lavoura do afecto junca o laço
Que prende o caule de cada flor colhida
 
Desinquietos olhos raiados
De sangue florindo alegria
Derramam miúdos bocados
Da lágrima escusa da nostalgia                                          
 
Quebra o molhe, não quebra o mar
Na agrura nasce a força muralha
No teu passo, tenho o meu para te dar
Essência una, que este meu lado talha!
 
(image: Paulo Themudo)
 

 

publicado por Utopia das Palavras às 20:53

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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