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Jun 09

(Inês Gato)

Afligem-me as asas que murmuram
Em vez do voo
E os cheiros que perduram
No corpo onde o amor conspirou
 
Se calo, grito
A tua boca que não diz
Ai silencio maldito
Vociferado grito
Mata-me, ante ser infeliz
 
Não é acaso o canto mudo
Nem a poesia desconcertante
Sem pejo, serena me desnudo
Na espera desse uivo dilacerante
 
Porque não gritas o mar
No engenho das ondas
Inventa um naufragar
Bramindo realidade
Cede ao augúrio dos dias
Incita-te

Na minha espuma de liberdade!

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:54

Bom dia Ausenda

Belo este teu poema. Poder-se-ia pegar por várias pontas. Pego no silêncio como algo que corrói, e pego no grito as tuas palavras que falaram bem alto, em profundidade... depois a serenidade. Tal como no mar, a sua ferocidade e depois a acalmia.

Beijinho e bom fim de semana
Marta a 26 de Junho de 2009 às 10:32

Marta

Excelente a tua leitura!
Obrigada!

Beijinho

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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