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Jun 09

(Inês Gato)

Afligem-me as asas que murmuram
Em vez do voo
E os cheiros que perduram
No corpo onde o amor conspirou
 
Se calo, grito
A tua boca que não diz
Ai silencio maldito
Vociferado grito
Mata-me, ante ser infeliz
 
Não é acaso o canto mudo
Nem a poesia desconcertante
Sem pejo, serena me desnudo
Na espera desse uivo dilacerante
 
Porque não gritas o mar
No engenho das ondas
Inventa um naufragar
Bramindo realidade
Cede ao augúrio dos dias
Incita-te

Na minha espuma de liberdade!

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:54

Ausenda:

Sensibilidade, força e liberdade
são o que neste belo poema senti,
gritadas por todo o poema por verdade,
em que eu totalmente me reconheci,
e, como quase sempre, a transfiguração
no mar, com espuma, naufrágio, ondulação.

Um beijinho.
Mírtilo
Mírtilo MR a 23 de Junho de 2009 às 23:16

Mírtilo

Inevitavelmente, acabo sempre...no mar!
Adorei a sextilha!

Beijo

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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