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Jun 09

(Inês Gato)

Afligem-me as asas que murmuram
Em vez do voo
E os cheiros que perduram
No corpo onde o amor conspirou
 
Se calo, grito
A tua boca que não diz
Ai silencio maldito
Vociferado grito
Mata-me, ante ser infeliz
 
Não é acaso o canto mudo
Nem a poesia desconcertante
Sem pejo, serena me desnudo
Na espera desse uivo dilacerante
 
Porque não gritas o mar
No engenho das ondas
Inventa um naufragar
Bramindo realidade
Cede ao augúrio dos dias
Incita-te

Na minha espuma de liberdade!

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:54

"Quebra o molhe, mas não quebra o mar
As mãos quando se dão, são aço
Qual tempestade, onde o vento recusa dar
O beijo de bonança, que se faz passo!"

Estive quase a tomar este verso como um desafio que me fazias para escrever um poema e penso ter sido essa a tua intenção!? uma frase... uma palavra... mas um verso destes?? Com esta sensibilidade?? Seria uma injustiça que o amputasse à sua "mãe"! Devolvo-te para que lhe dês acrescentes mais "irmãos" se assim o entenderes e eu gostaria muito. Mas se por este quiseres ficar... ele a si e por si se basta!! Mas está-te lançado o desafio e si que de novo serás mestre nessa arte de esculpir a palavra desenhando sentires.

!
leal maria a 21 de Junho de 2009 às 10:30

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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