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Jun 09

                                           (Joana Lopes)

 

 

Subleva-te verso perseguido
Despreza quem te escraviza na saudade
No fundo da tua palavra árida
São as estrofes, alento
Ungidas susurradamente
Nas rimas que te dão guarida
 
Tempo tão breve de poema
Longínquo tumulto do verso
Amansado na boca que teima
Em cuspi-lo de amor
Num beijo de fogo perverso
 
E a saudade nele, fora mulher
Debruçada no seu corpo
Verso completo mas sem trilho
Confundido nas carícias
Do poema que quer
Com ele fazer um filho
 
O poema se fez na noite certeza
E de todas as ausências
As quimeras foram a subtileza
Dos teus dedos rasgando versos!
 

 

publicado por Utopia das Palavras às 21:09

Ausenda

Belo como sempre, e eu amei ler, toda és poesia, como eu te aprecio!

Com audácia aqui venho
Anoiteço, neste refúgio a sonhar
Teu poema já o tenho
Comigo o vou levar.

No auge da tempestade
Mais um trovão ribombou!
Aquietando minha saudade
Porque já daqui me vou!

Beijinho amigo
Natalia



rosafogo a 15 de Junho de 2009 às 20:55

Natália

Ver-te na suadade
Na escrita e no sentir
Nossas mãos são igualdade
São sementes a florir!

Obrigada pelo carinho

beijo

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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