13
Jun 09

                                           (Joana Lopes)

 

 

Subleva-te verso perseguido
Despreza quem te escraviza na saudade
No fundo da tua palavra árida
São as estrofes, alento
Ungidas susurradamente
Nas rimas que te dão guarida
 
Tempo tão breve de poema
Longínquo tumulto do verso
Amansado na boca que teima
Em cuspi-lo de amor
Num beijo de fogo perverso
 
E a saudade nele, fora mulher
Debruçada no seu corpo
Verso completo mas sem trilho
Confundido nas carícias
Do poema que quer
Com ele fazer um filho
 
O poema se fez na noite certeza
E de todas as ausências
As quimeras foram a subtileza
Dos teus dedos rasgando versos!
 

 

publicado por Utopia das Palavras às 21:09

primeiro desculpa a minha aus~encia por aqui, mas tem sido muito corrido, tenho postado só coisas que já tinha escrito à uns tempos, vim aqui de relance visitar as escritas daqueles que leio e como tal não podia falhar o teu blog :)
Gostei muito deste sussurar, do encantamento do teu poema

beijinhos e obrigado
xana a 16 de Junho de 2009 às 18:36

Xana

Eu sei quanto é dificil...a vida é uma correria. Aquelas obras em casa não devem ser pera doce, não é?

Obrigada

beijinho

Com as palavras dás formas novas ao mundo
com a tua poesia engrandeces o nosso saber
quem lê o que escreves consegue ver mais fundo
todos somos previligiados por te podermos ler

A poesia és tu. Beijo grande.
manu a 16 de Junho de 2009 às 20:55

Manu

O previlégio é meu, ter amigos assim!

Beijo maior

Quimeras vieram das profundezas da alma que se tornaram uma bela poesia! Beijo
tossan a 17 de Junho de 2009 às 17:03

Tossan

Grata, amigo!

Beijo

Aceito os dois!! : )
leal maria a 17 de Junho de 2009 às 20:53

Leal Maria

Nada selectivo???

Beijo e abraço, ora bem!


Que bonito poema ! :)

Foi muito estranho ver aí uma pintura minha, com o meu nome aí ... defínitivamente estranho!
Mas foi também um grande sorriso, obrigada :)

mts beijinhos
Joana a 17 de Junho de 2009 às 21:23

Joana

Depois habituas-te, é bonita esta partilha! Obrigada
Foi com muito prazer que o fiz! Olha que a qualquer altura "roubo-te" outra obra!

Beijinho

É muito bom encontrar um canto assim... e que bem cheira a Liberdade! Abraço
Delfikm Peixoto a 18 de Junho de 2009 às 01:54

Delfim

Grata por ter vindo!

Abraço

E as palavras soltaram-se prenhe de emoção e o poema aconteceu


namastê
luna a 18 de Junho de 2009 às 20:10

Luna

Pois foi...o poema timidamente nasceu! Sempre muito timidamente!

Beijo

passei para te desejar um bom fim de semana :)

beijos

xana a 19 de Junho de 2009 às 09:42

Xana

Bom fim de semana também para ti!

:-)

Bj

obrigado pelas tuas palavras.
de quem escreve assim, nenhum elogio me é merecido.
abraço
pedras contra canhões a 19 de Junho de 2009 às 23:22

pedras contra canhões

Não é verdade amigo, tudo te é merecido, basta ler!

Grata sou eu!

Abraço

Ausenda, qualquer dia roubo-te para o meu Rosmaninho!
É que qulaquer coisa que diga já é repetir-me.
Desculpa a pergunta (porque se calhar eu devia saber se andasse a vasculhar pora qui, mas confesso que não sei): tens alguma coisa publicada?
Beijos e bom fim de semana
Lúcia a 19 de Junho de 2009 às 23:24

Lucia

Rouba o que quizeres, não te denuncio!
Coisa publicada? Ainda é cedo, amiga, e também díficil!

Beijinho

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
Partilha em co-autoria