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Jun 09

 

 

(georgia o`keeffe)

Procurei nos bilros dos caminhos
Onde a seara se faz estéril
E o suor se eterniza
Mais braços para os meus, sozinhos
 
Tacteei entre gemidos escolhos
A desventura
Do pão que não cresce
Pela água de tantos olhos
 
Celebrei um sorriso
Na pronuncia do amor
Na denuncia das estrepes e das feridas
Saradas por um pássaro do paraíso
 
Extenuei na sã procura
De mim,
De uma cor para o meu rosto
Negra, alva ou mesmo dura
 
Agitei a luta do arvoredo contra o vento
E no rastro da consciência
Me fiz bandeira desferida
Que te dei…!
publicado por Utopia das Palavras às 19:10

Belíssimo poema, onde há insatisfação por pão, por amor, por um eu que procura cor, rumo, para a vida e há luta por liberdade que se semeia qual bandeira desferida.

Na vida pão, amor, liberdade, se procura,
que a todos contemple, sem excepção,
de eu forte e com coração,
em luta que sempre perdura.

Felicidade e um beijinho.
Mírtilo
Mírtilo MR a 8 de Junho de 2009 às 17:27

Mírtilo

Límpida, escorreita e verdadeira a leitura que fizeste, fico grata por isso!

Que procurar
Senão o pão e o amor
Poder dar
tudo o que a vida for!

Beijinho


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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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