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Jun 09

 

 

(georgia o`keeffe)

Procurei nos bilros dos caminhos
Onde a seara se faz estéril
E o suor se eterniza
Mais braços para os meus, sozinhos
 
Tacteei entre gemidos escolhos
A desventura
Do pão que não cresce
Pela água de tantos olhos
 
Celebrei um sorriso
Na pronuncia do amor
Na denuncia das estrepes e das feridas
Saradas por um pássaro do paraíso
 
Extenuei na sã procura
De mim,
De uma cor para o meu rosto
Negra, alva ou mesmo dura
 
Agitei a luta do arvoredo contra o vento
E no rastro da consciência
Me fiz bandeira desferida
Que te dei…!
publicado por Utopia das Palavras às 19:10

"Procurei nos bilros dos caminhos
Onde a seara se faz estéril
E o suor se eterniza
Mais braços para os meus, sozinhos"

E, de repente, lembrei-me: Olhai os lírios dos campos...

Pois é, minha amiga, tu teces e fias as palavras com tal utopia... que as tuas vestes são como as dos lírios dos campos, magníficas, saídas em sorrisos de alma, onde a luta se faz cor e harmonia, em que a bandeira se desfere em pássaro... esvoaçando até à consciência de paraíso.

E fico-me por aqui, desejando que passes uma bela tarde.
Um grande beijo,
Lucy
Lucy a 8 de Junho de 2009 às 16:44

Lucy

Obrigada, pelos lírios do campo, o teu comentário também é poesia, amiga
e...fico-me por aqui!

Beijinho

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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