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Jun 09

 

 

(georgia o`keeffe)

Procurei nos bilros dos caminhos
Onde a seara se faz estéril
E o suor se eterniza
Mais braços para os meus, sozinhos
 
Tacteei entre gemidos escolhos
A desventura
Do pão que não cresce
Pela água de tantos olhos
 
Celebrei um sorriso
Na pronuncia do amor
Na denuncia das estrepes e das feridas
Saradas por um pássaro do paraíso
 
Extenuei na sã procura
De mim,
De uma cor para o meu rosto
Negra, alva ou mesmo dura
 
Agitei a luta do arvoredo contra o vento
E no rastro da consciência
Me fiz bandeira desferida
Que te dei…!
publicado por Utopia das Palavras às 19:10

Tenho andado fugida da blogosfera. Mas qudº passo por aqui - VOILÁ!
Palavras de luta, palavras que derrama tintas e nos retratam, Ausenda.
Não vou comentar os teus textos mais antigos, mas aquele 'Às vezes as palavras' - é qualquer coisa que toca! Será por, além de tudo, seres mulher?
Beijito
Lúcia a 8 de Junho de 2009 às 10:15

Lucia

És um prazer ter-te aqui, obrigada pelas sempre generosas palavras.
Acredito que algumas (muitas) das palavras que escrevo só podem vir da sensibilidade feminina! É um privilégio!

Beijinho

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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