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Jun 09

 

 

(georgia o`keeffe)

Procurei nos bilros dos caminhos
Onde a seara se faz estéril
E o suor se eterniza
Mais braços para os meus, sozinhos
 
Tacteei entre gemidos escolhos
A desventura
Do pão que não cresce
Pela água de tantos olhos
 
Celebrei um sorriso
Na pronuncia do amor
Na denuncia das estrepes e das feridas
Saradas por um pássaro do paraíso
 
Extenuei na sã procura
De mim,
De uma cor para o meu rosto
Negra, alva ou mesmo dura
 
Agitei a luta do arvoredo contra o vento
E no rastro da consciência
Me fiz bandeira desferida
Que te dei…!
publicado por Utopia das Palavras às 19:10

Agitados versos da tua sempre generosa riqueza poética.
Beleza encontrada no pó dos caminhos e na aridez amarela dos trigais.
Mãos estendidas na procura de outras mãos.
Dádiva de sol, entrega de corpo luminoso e ardente de vida que sabe das mágoas.
Procura do trofeu merecido do amor enrolado em versos de mar e de terra.
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Excelente poema.
Beijo grande.

Eduardo Aleixo a 9 de Junho de 2009 às 12:37

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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