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Jun 09

 

 

(georgia o`keeffe)

Procurei nos bilros dos caminhos
Onde a seara se faz estéril
E o suor se eterniza
Mais braços para os meus, sozinhos
 
Tacteei entre gemidos escolhos
A desventura
Do pão que não cresce
Pela água de tantos olhos
 
Celebrei um sorriso
Na pronuncia do amor
Na denuncia das estrepes e das feridas
Saradas por um pássaro do paraíso
 
Extenuei na sã procura
De mim,
De uma cor para o meu rosto
Negra, alva ou mesmo dura
 
Agitei a luta do arvoredo contra o vento
E no rastro da consciência
Me fiz bandeira desferida
Que te dei…!
publicado por Utopia das Palavras às 19:10

perfeita dádiva
aproveito para anunciar o lançamento do meu livro "In-Finitos Sentires"...se puderes aparece

beijo
Carla a 9 de Junho de 2009 às 21:59

Carla

Já sei do teu livro "In-Finitos Sentires", gostaria de estar presente, mas Valongo é um pouco longe.
Achei a capa linda, antes de saber de quem era, identifiquei de imediato o teu traço na foto. Aliás ja te tinha dito no teu blog.
Obrigada pelo convite, estarei a torcer pelo teu sucesso.
Quero-o com um autógrafo, bem desalinhado!

Beijinho

"O poema se fez noite, noite de ausências e todos as quimeras foram a subtileza dos teus dedos rasgando versos!"

Gostei imenso desta frase com que comentaste o meu poema! Ela em si mesma poesia! Sendo tu uma escultora de palavras de tal mestria, vou-me permitir a liberdade de te propor um desafio: expande a partir destas tuas palavras a poesia que elas encerram. Estou curiossíssimo como te vai sair! aaah! E ver com que obra as vais ilustrar. Fico à espera!! Sei que o vais aceitar. Quem sabe não iniciaremos aqui um jogo com espicaçaremos a nossa criactividade poética!? Mas desta vez, tendo em consideração a beleza do teu comentário; ofereço-te não palavras minhas, mas as tuas. ; )

leal maria a 9 de Junho de 2009 às 23:02

Leal Maria

Tenho que me disciplinar mais e fazer comentários mais... sei lá, menos poéticos talvez! Pois de quando em vez lá vem alguém a espicaçar-me desta forma e eu fico um bocado assustada, não sei se estarei à altura das tuas expectativas, mas...vamos lá ver com que obra as ilustrarei!!!!!

O que te havias de lembrar...e foi só um comentariozinho ao teu magnífico poema!

Beijo

Utopia das palavras
Vou bebê-las como vinho
Decantadas derramadas
Pelas mãos da cor do linho
Bebedeiras dessa vida
Que se escoa em todos nós
Dessa pena dolorida
A que teu canto dá voz.

Possa então na Utopia
Renascer num novo verso
Concebido em nostalgia
Num valor que não tem preço
Nas palavras que tu cantas
Busco a minha luz perdida
Utopia de esperanças
Dá-me vida...dás-me vida

Um abraço
Luis Linhares a 10 de Junho de 2009 às 02:37

Luis

Quanta beleza encerra a tua poesia! Obrigada!

Bebedeiras Casuais
Poesia onde tropeço
Tão utópicas e tão reais
As palavras do teu verso!

Abraço com muito carinho

Neste poema, surge a força enorme de uma mulher fransina, a força que vem de dentro e a todos anima...
Fez-me lembrar um poema meu que fala de transformações, de cores, de sentimentos, de emoções...

Espero que gostes, como gostei do teu.

Bom feriado

http://luaafricana.blogspot.com/2009/01/metamorfoseando.html
mulher lua a 10 de Junho de 2009 às 13:02

Mulher Lua

Obrigada, também tu és mulher de força!
Vou gostar concerteza de ler esse poema. Só um instantinho e..vou lá!

Beijinho

Caminhar sem medo, qualquer que seja o caminho. Sentir e vencer.
Bj
AnaMar a 11 de Junho de 2009 às 22:41

AnaMar

É o que se pretende, pelo menos fazemos por isso!

Beijinho

Passei por aqui só para agradecer a tua visita e dar-te um beijo.
Eduardo Aleixo a 12 de Junho de 2009 às 00:05

Eduardo

E eu passei por aqui só para responder e dar-te um beijo!

Bom fim de semana

Olá!

Obrigada pelas palavras simpáticas:) E é claro que podes utilizar uma das minhas obras para ilustrar o teu poema, eu é que não sei se mereço tal ;)
Podes mostrar-me o poema?
beijinhos*
Joana a 13 de Junho de 2009 às 13:15

Se há convicção, sempre haverá a possibilidade de encontrar aquilo que procuramos...

Bom finzinho de sabado pra ti

beijinhos
Menina do Rio a 13 de Junho de 2009 às 20:48

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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