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Mai 09

 

 

Digo da terra meu mondado manto
Acalentado no seio dela
Nas pedras maceradas de espanto
Trago nos pés
Um pedaço dela
 
Coram minhas mãos insolentes
Quando minto ao sol
Para a trazer no regaço
Nos dias em que um rio me faz
 
Sou de um mar
Que assoberba a campina de azul
E do rio que se afoita
Na folha de um poema desaguado
 
E da terra adubada de água bravia,
São as minhas entranhas
O musgo das palavras
 
 
(imagem: Elisabete d`Silva)

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:48

A terra que nos abraça e que nós amordaçamos
beijinhos
luna a 18 de Maio de 2009 às 21:32

Luna

É verdade amiga, a terra que nos alimenta, sempre tão mal tratada!
A vontade de a proteger é nula!

Beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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