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Mai 09

 

 

Digo da terra meu mondado manto
Acalentado no seio dela
Nas pedras maceradas de espanto
Trago nos pés
Um pedaço dela
 
Coram minhas mãos insolentes
Quando minto ao sol
Para a trazer no regaço
Nos dias em que um rio me faz
 
Sou de um mar
Que assoberba a campina de azul
E do rio que se afoita
Na folha de um poema desaguado
 
E da terra adubada de água bravia,
São as minhas entranhas
O musgo das palavras
 
 
(imagem: Elisabete d`Silva)

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:48

Eras estrela.
Passaste a concha.
Agora és musgo.
Vendo bem és tudo isso: estrela, concha, musgo.
Porquê?
Porque és terra e água.
Podia dizer que és esponja.
Que bebes a água do mar e
Sendo mar possuis a terra.
Também és céu:
- Estrela do mar.
Que vive na terra:
- Na poça da vazante.
É isso que pensa
Ou pensaria
Um poema meu
Que sobre o teu poema
eu escreveria...
Eduardo Aleixo a 18 de Maio de 2009 às 22:52

Eduardo

Escreverias o quê...?
O teu poema pensou sobre o meu, que ele, poema (o teu), se bem pensou, bem se escreveu e sem tu dares por isso, aqui ficou, juntinho ao meu.

As águas são tuas, poeta!!!!

Beijinho.


O musgo das palavras, na suavidade do sentir
beijos
Carla a 20 de Maio de 2009 às 13:27

Carla

O sentimento é condição primeira!

Beijinho

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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