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Mai 09

 

 

Digo da terra meu mondado manto
Acalentado no seio dela
Nas pedras maceradas de espanto
Trago nos pés
Um pedaço dela
 
Coram minhas mãos insolentes
Quando minto ao sol
Para a trazer no regaço
Nos dias em que um rio me faz
 
Sou de um mar
Que assoberba a campina de azul
E do rio que se afoita
Na folha de um poema desaguado
 
E da terra adubada de água bravia,
São as minhas entranhas
O musgo das palavras
 
 
(imagem: Elisabete d`Silva)

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:48

O musgo das palavras

Estas não são de utopia
são palavras bem escritas
com muita sabedoria
não rimam mas são bonitas

um beijo
jose a 18 de Maio de 2009 às 12:25

Da utopia faço lema
Numa batalha sem ameias
Utópico ou não, o poema
São versos que correm nas veias!

Grata pela tua rima bonita!

Beijo

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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