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Mai 09

 

 

Digo da terra meu mondado manto
Acalentado no seio dela
Nas pedras maceradas de espanto
Trago nos pés
Um pedaço dela
 
Coram minhas mãos insolentes
Quando minto ao sol
Para a trazer no regaço
Nos dias em que um rio me faz
 
Sou de um mar
Que assoberba a campina de azul
E do rio que se afoita
Na folha de um poema desaguado
 
E da terra adubada de água bravia,
São as minhas entranhas
O musgo das palavras
 
 
(imagem: Elisabete d`Silva)

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:48

Como leitor assíduo do teu Blog e vice-versa e devido aos comentários recíprocos que vamos fazendo um ao outro, advém daí daí uma grande amizade, ainda que virtual. É bonito!
Conhecemo-nos através das palavras sempre agradáveis e é assim, o funcionamento dos Blogs...
Mas, não conhecemos a voz e a pessoa que está do outro lado, sendo por isso que amizade não é pessoal!
Eu resolvi, sem qualquer receio, publicar três fotos minhas no slide do template do meu blog, numa perspectiva de " tornar o virtual mais próximo do real" ...
Assim, se os meus amigos e amigas fizerem o mesmo, seria, na minha opinião, muito interessante! Aqui deixo o repto a todos os amigos e amigas adicionados.
Cumprimentos,
Carlos Alberto Borges
umbreveolhar a 17 de Maio de 2009 às 15:59

Carlos Borges

Concordo contigo em parte, quantas vezes sentimos uma verdadeira amizade com quem connosco convive no dia a dia na blogosfera, no entanto sem conhecermos o rosto, penso que isso não seja assim tão importante, são essencialmente as palavras, a poesia que nos liga!
Eu tenho rosto...desde sempre, mas tenho amigos sem rosto e gosto deles da mesma maneira!

Um beijo!

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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