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Mar 09

  

Incessante caminhada
Pisada árdua das pedras
Contido amor como enseada
Busca de doce em bagas azedas
 
Sempre indo, sempre chegando
Para além do fio do horizonte
Onde os lírios nascem sonhando
A água de sede da tua fonte
 
Mesmo que eu fique maré vazia
Seca de espuma ou ecos de nada
Crescerá o anelo e a fantasia
De ser onda do mar enamorada
 
E se um dia me perder
No ego austero do nevoeiro
Não por não te querer
Sim por me querer a mim…primeiro!
 
(foto: matisse)
publicado por Utopia das Palavras às 20:40

Amiga, fico-me na admiração da caminhada...na plena e narcísica assunção do "eu". E tanto que gostei do percurso...

Beijinhos. Bom domingo.
Paola a 14 de Março de 2009 às 22:36

Paola

É necessário um pouco desse olhar narcísico, para que a entrega seja plena!

Beijinho, com muito carinho

Voltei [eu volto sempre] para te deixar um doce e terno beijo... neste [não me importo como a data] dia do blogueiro... só porque com o blogue, tu te descobriste para mim... Obrigada.

Que a ponte da amizade vá daqui até aí.

Beijos
Paola a 20 de Março de 2009 às 19:49

Paola

Eu volto a ti sempre também!
Obrigada amiga, foi descoberta primeira e pura!

A maior amizade no meu beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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