07
Fev 09

(sumie)

Esperei que com a brisa viesses
Mimar este chão que é nosso
Meu ninho, sem o teu barro emudece
Voar sem tuas asas não posso
 
Fez vento na noite esperança
Branda espera cansando a lua
Onde amanheceu a lembrança
De te esperar tão nua
 
Brisa errante do teu cheiro licor
Meloso meu queixume de ansiedade
E na janela colorida na tua cor
Triste, colei meu verso de saudade
 
Aragem níveo canto da quimera
Meus lençóis chorados entreteceu
E no meu ninho, grávida a Primavera
Estendeu seu manto no lugar que é teu
 
E agora
Nosso ninho de ramos vazio
Espera a tua brisa, noutra hora
Trazendo no bico, grãos de amor, roubados no rio
_______________________________________________________ 
 
 

 

Grata à Céci do blog "Inspiração" letrasepensamentos.blogspot.com/ pelo selo que recebi com todo o carinho. E com o mesmo carinho ofereço a todos os amigos que leêm  "Utopia das Palavras". É VOSSO

publicado por Utopia das Palavras às 19:35

...com grãos de amor me encantei com as tuas palavras
beijos
Carla a 10 de Fevereiro de 2009 às 13:31

Carla

encanto meu do teu carinho!

Beijinhos

Ausenda - bom reler-te! sabes o que acho? Não há maior dor que a da espera que não se concretiza! Falas bem da 'coisa':)
Beijinhos
Lúcia a 10 de Fevereiro de 2009 às 14:49

Lucia

Que bom sentir-te! Pensei que o "rosmaninho da serra" tivesse secado, pois deixei de sentir o seu cheiro.
Fico feliz por poder voltar à serra!
Obrigada

beijos

Lindo o teu canto de quimera, neste poema de esperança.

Magnífico. Imenso. Comovido

xi...linda
PAULO a 10 de Fevereiro de 2009 às 15:36

Paulo

É essencial ter esperança...!

Abraço


É mesmo terno e amoroso o teu poema.
É suave e doce, meloso e redondo como um seio de mimosa.
Quem me dera ser passarino para levá-lo no bico para o ninho!
Beijinho.
Eduardo
Eduardo Aleixo a 10 de Fevereiro de 2009 às 18:31

Eduardo

às vezes saiem assim umas coisas mais ternurentas.
E tu sempre generoso nos teus comentários.
Obrigada

Beijinhos


É tão bom vir aqui!

Adoro a tua forma de escrever! Sei que sou repetitiva, mas é o que sinto.
Bjinho
Céci
Céci a 10 de Fevereiro de 2009 às 22:48

Cecí

Não te inibas, é como se estivesses em tua casa!

Beijinhos

Acho que...és uma ternura.
Beijinhos.
Conheces a ilha do Farol , em Olhão?
Eduardo Aleixo a 11 de Fevereiro de 2009 às 14:11

Eduardo

Claro que conheço a Ilha do Farol. Este verão não fui lá por falta de oportunidade.
De Faro já é possivel ir até à ilha do Farol, sabias?
É uma travessia espectacular, navegar pela ria formosa até lá...de manhanzinha cedo ou então ao final da tarde, é uma pura exaltação dos sentidos. Experimenta para o próximo Verão, sim, porque de Faro só à barco para lá nos meses de verão...!

Beijos

Não sabia, não. Nunca mais lá fui desde os meus treze anos. Já passaram muitos anos. Mas nunca mais esqueci. Foram sensações muitio fortes. Ainda hoje tenho o cheiro das algas da vazante, as imagens da passagem das traineiras no sol poente de Olhão em direcção ao mar, os cheiros das tardes quentes e a sensação do calor da areia nos meus pés, as minhas mãos cheias de berbigões e de ameijoas apanhadas nas areias castanhas molhadase, tanta coisa...um dia escrvo sobre isso no blogue...Sabes o que é um xalavar? Não sei se é assim que s escreve...
Beijo como se tivessemos em Agosto,
Eduardo

Sim são sensações que não se esqueçem e continua exactamente assim, com excepção da montanha de casas nela construida.
Sim sei o que é um xalavar, é uma rede para "içar" os peixes do mar e também tem outras utilidades. Há um restaurante em Faro (soberbo) com esse nome.
Gostava imenso que um dia escrevesses no blogue o teu sentir da Ria Formosa. Fico à espera dessa inspiração...!

Beijos

Está bem, vamos ver se um dia falarei do xalavar.
Beijinho.

PS: Por acaso sabes fazer carapaus alimados? Hummmm...desta, não te safas!
Eduardo Aleixo a 12 de Fevereiro de 2009 às 17:39

Li e adorei achei soberbo, parabéns, só hoje tive a sorte de por aqui passar, mas irei voltar!
rosafogo a 12 de Fevereiro de 2009 às 00:12

Rosafogo

Obrigada pelas suas palavras.
Adorei a sua escrita, como já tive oportunidade de lhe dizer.

Beijos

Redigi no pulsar
Do meu ser
Uma valiosa
Carta guardada...
O sol não nascerá
Sem que passe por lá
Para a ler,
Ou ela será
Lacrada.

(rss)

Obrigada pela visita
e comentário
Que deixou no meu

Pensamentos

O eterno abraço...

-MANZAS-
Manzas a 12 de Fevereiro de 2009 às 15:18

Manzas

Mesmo que lacrada...
terá sempre destino!

Passei...!

beijo

achei o seu cantinho uma delicia , gostei como escreve , voltarei concerteza :)
xana a 12 de Fevereiro de 2009 às 17:20

Xana

Obrigada pelo saltinho que aqui deu.
Grata pelas sua palavras.

Beijo


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Um POEMA, sem dúvida... Muito lindo!

Seu espaço também é bonito, de muito bom gosto!

Parabéns!

Beijos de luz e o meu carinho...

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zélia a 12 de Fevereiro de 2009 às 17:40

Amiga Zélia

É generosidade sua. Muito obrigada pelo carinho

Beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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