24
Jan 09

 

 (venus e adonis)

 

És Outono quando te grito

Olimpo no meu sideral encanto
Sou um Inverno aflito
Em Baco bebido de pranto
 
Em ti hiberno em cume de neve
Nas horas que me dou insolente
No templo da luxúria meu suor te escreve
Volúpia de aromas na seda ardente
 
Estendo em brocado no teu chão
Tapetes de pétalas de água e jasmim
Os teus lábios vivos, consentirão
Bálsamos arrojados de mim
 
Hoje elevo-te a um deus
Porque de ti deste, merecimento meu
Da dilecção mais bela que há em Zeus
Dou-te os raios de sol, de Apolo e os céus!
 
 
publicado por Utopia das Palavras às 17:29

Eu sabia que só podias ser um pescador marafado, mas assim almariado como te podes tu fazer ao mar? Ou era a ria que te fazia ficares assim enleado? A ria continua cá mas não tão bela como outrora...mas continuam a vir douradas na linha... às vezes enleadas em pedaços de alcatruzes. As casas da ilha continuam espraiadas nas dunas, existe um plano de demolição mas não há coragem política para o colocar em prática, porque existe um movimento popular muito forte que inibe qualquer autarca de encetar essa guerra. E da poesia, já vamos em planos de demolição...por onde navegamos nós!!!!!!

beijo, amigo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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