24
Jan 09

 

 (venus e adonis)

 

És Outono quando te grito

Olimpo no meu sideral encanto
Sou um Inverno aflito
Em Baco bebido de pranto
 
Em ti hiberno em cume de neve
Nas horas que me dou insolente
No templo da luxúria meu suor te escreve
Volúpia de aromas na seda ardente
 
Estendo em brocado no teu chão
Tapetes de pétalas de água e jasmim
Os teus lábios vivos, consentirão
Bálsamos arrojados de mim
 
Hoje elevo-te a um deus
Porque de ti deste, merecimento meu
Da dilecção mais bela que há em Zeus
Dou-te os raios de sol, de Apolo e os céus!
 
 
publicado por Utopia das Palavras às 17:29

Ausenda

Gostaste do meu poema. Tá bem. É bom. Olha: gostava que fosses ao meu blogue e ltrouxesses para o teu um selo de amizade, que está logo ao lado direito. É uma oferta. É com gosto que o faço.
Beijinho.
Eduardo
Eduardo Aleixo a 26 de Janeiro de 2009 às 16:19

Eduardo

Agradeço-te o presente de amizade, retribuo!
Vou lá num saltinho e trago. Pena que nos blogs do Sapo não dá para colocar qualquer referência a quem nos dá os selinhos. É uma reclamação que já fiz aos administradores do site.

Beijos, amigo

Não faz mal. Beijinhos.

Sou camponês da palavra. Se calhar...Mas olha: o que eu sou mesmo é pescador. Na ria de Faro já pesquei muitas douradas. Tu também és dourada. Mas não vinhas na linha... Enleada...Sabes que...escrevesre um poema muito lindo chamado: enleada. Mas diazia eu : não vinhas enleada...Paravras do sul. Conheces " almariada" ? Se viesses enleada, vinhas almariada...Mas isto da ria de Faro foi há muitoa anos...Andava eu por lá almariado. Já derrubaram as casa da ilha? Tudo isto a propósito de quê? Ah! claro, do cheiro da terra. De eu ser camponês, etc. Eu acho que me desviei do que queria dizer. Mas talvez não. Da terra, do seu cheiro, do enleio e do almareio, a gente delira e vai ter ao mar. E assim maritimamente termino.
Eduardo

Eu sabia que só podias ser um pescador marafado, mas assim almariado como te podes tu fazer ao mar? Ou era a ria que te fazia ficares assim enleado? A ria continua cá mas não tão bela como outrora...mas continuam a vir douradas na linha... às vezes enleadas em pedaços de alcatruzes. As casas da ilha continuam espraiadas nas dunas, existe um plano de demolição mas não há coragem política para o colocar em prática, porque existe um movimento popular muito forte que inibe qualquer autarca de encetar essa guerra. E da poesia, já vamos em planos de demolição...por onde navegamos nós!!!!!!

beijo, amigo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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