24
Jan 09

 

 (venus e adonis)

 

És Outono quando te grito

Olimpo no meu sideral encanto
Sou um Inverno aflito
Em Baco bebido de pranto
 
Em ti hiberno em cume de neve
Nas horas que me dou insolente
No templo da luxúria meu suor te escreve
Volúpia de aromas na seda ardente
 
Estendo em brocado no teu chão
Tapetes de pétalas de água e jasmim
Os teus lábios vivos, consentirão
Bálsamos arrojados de mim
 
Hoje elevo-te a um deus
Porque de ti deste, merecimento meu
Da dilecção mais bela que há em Zeus
Dou-te os raios de sol, de Apolo e os céus!
 
 
publicado por Utopia das Palavras às 17:29

Ao som de Rão Kyao, ler o teu poema enquanto se bebe o café mexido com pau de canela, podes crer é um luxo nesta manhã de Inverno.
Um abracinho
Lagartinha de Alhos vedros
Anónimo a 26 de Janeiro de 2009 às 10:40

Lagartinha

Um luxo é o teu carinho! Obrigada

Beijos

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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