24
Jan 09

 

 (venus e adonis)

 

És Outono quando te grito

Olimpo no meu sideral encanto
Sou um Inverno aflito
Em Baco bebido de pranto
 
Em ti hiberno em cume de neve
Nas horas que me dou insolente
No templo da luxúria meu suor te escreve
Volúpia de aromas na seda ardente
 
Estendo em brocado no teu chão
Tapetes de pétalas de água e jasmim
Os teus lábios vivos, consentirão
Bálsamos arrojados de mim
 
Hoje elevo-te a um deus
Porque de ti deste, merecimento meu
Da dilecção mais bela que há em Zeus
Dou-te os raios de sol, de Apolo e os céus!
 
 
publicado por Utopia das Palavras às 17:29

Ausenda, escreveste um poema tão perfumado, tão sublime e tão belo, que só te peço perdão por não saber, simples mortal que sou, e rude, e camponês, sem maneiras e jeitos de lidar com os ademanes do Olimpo, de não saber como beijar-te metaforicamente, nem oscular-te, acho que éassim que se diz, como as divas literariamente reclamam, deixa-me simplesmente beijar-te, com toda a ternura do meu coração, assim, docemente enlevado e agradecido.
Parabéns.
Adorei.
Eduardo

Eduardo

És camponês da palavra, amigo.
E eu fico enleada no teu carinho e no perfume da terra que tu lavras.

beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
Partilha em co-autoria