(silkmom)
Traidora batalha sem norte
Desmesuradamente cega
Combate de vazias mãos de entrega
Ferindo longe, mas ferindo forte
Hoje quero paz
Deslizar os dedos nos fios
Dos teus cabelos esguios
E extinguir-me na calma que me dás
Hoje só quero tréguas
Mesmo sendo guerreira selvagem
Quero repousar da coragem
No imenso prado das éguas
Pressentir o medo de feroz luta
Faz cansar a força que se esvai
Lenta e lânguida a espada cai
Negando o sofrer da disputa
Que pare o ciclo dos dias na minha mente
Da guerra quero indignar-me
Chamar o mundo e chorar-me
Dar-me à paz incondicionalmente!