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Dez 08

 

 (paula lucas)
 
Riscaste no pranto das flores
Pingos de culpa e sofrimento
Inventaste ecos e desamores
Incrédulos meus olhos no firmamento
 
Tocadas, as pétalas choram
Descoloram brilhos e chuvas
Minguaste ternuras que delas foram
Ímpetos de vindimas e uvas
 
E agora o meu encanto maior?
Trucidado na raiva dos teus dedos
Tingiu os meus versos de dor
Resguardo dos nossos segredos

 

publicado por Utopia das Palavras às 11:08

Eu tenho a ideia que o poeta quando está triste ainda escreve melhor, notei uma certa tristeza neste poema, mas adorei!

Bjinho e muitos sorrisos ((*_*)))

Céci
Liar a 18 de Dezembro de 2008 às 10:48

Céci

às vezes as palavras têm vida, não é?
Obrigada

Beijos

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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