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Dez 08

(antonio jorge miranda)

 
 
 
Pouco importa se alucinação sou
Prelúdio, compasso ou serenata
Fenix que sempre voou
Ou corpo de barro em esfinge de lata
 
Que importa se magnânime o alvorecer
Se réstia for a videira decepada
E não for acácia em tempo de sorver
O sumo da terra encharcada
 
 
Que importa se estrondosa a orquestra
Se os violinos roucos e prostrados
Não renascem nos trinados da giesta
E na saudade… são longos murmúrios calados
 
Que importa, se loba, lua amante ou grainha
Na entrega, presságio de estrelecer sou
Redentor milagre no meu desejo de Aladina
Que importa…! Importa que vou!

 

publicado por Utopia das Palavras às 21:38

Isso sim importa... Belo e doce poema...
Besitos moça
Ludo Rex a 13 de Dezembro de 2008 às 23:08

Ludo

O que importa é ir, não é?

Beso, moço

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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