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Dez 08

     

                    (antonio jorge miranda)

 

Mareando a vida me leva
Nas ondas de um mar sueste
Mar devir, murmurando me enleva
Num vento soprado e agreste
 
Mareando nesse mar refúgio
É meu medo o naufragar…
Prendo âncora em cada navio
Com audácia me faço ao mar
 
Lodos, lamas e sargaços
Fundas batalhas no emergir
Busco no sal os pedaços
Pequenos cristais do porvir
 
Nesse vaivém ondulante
Sonho de mar chão, para o povo
Farol chama, prenúncio de levante
Na rota de um homem novo
 
Marujas são as vontades
Lanças do marulhar
Expurgo de correntes e grades
Amargo dia, se naufragar…!
 
Mareando aporto num sonho
Breve metáfora de maré viva
Sou eu! Sou eu que ponho
As palavras no mar à deriva!
publicado por Utopia das Palavras às 14:37

Também gostei do seu poeminha sobre o mar. Bom fim de semana. Bj. EA
Eduardo Aleixo a 12 de Dezembro de 2008 às 17:05

É só para te dizer que podes ir ao meu blogue e trazer de lá o selinho chamado I love your blog.
É com gosto que to ofereço-

Eduardo
Eduardo Aleixo a 12 de Dezembro de 2008 às 18:58

Eduardo Aleixo

Obrigada pelo carinho e pelo selinho!
(afinal lá conseguiste lidar com as letras desta coisa, fico grata)

Um beijo

São os sonhos que comandam a vida
com metáfora ou simples ironia
são ensejos, de uma alma querida
são o marejar do teu dia a dia

Beijo
manu a 13 de Dezembro de 2008 às 11:26

Manu

Marulhar de todos nós
Com a nossa alma despida
Nunca assim estamos sós
É nossa riqueza na vida!

Beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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