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Dez 08

 

Fecundas palavras na terra atiradas
Esperanças germinando em hora parida
Onde rebentam sílabas amuralhadas
por exorcizada, estrofe proibida
 
 
(Ruan Corvalán)
Deixem-me soltar o sufocante eu
Que me esmaga como pedra caída
Afunda de alma vã, desamparo meu
E me possui íntegra de raiva acometida
 
 
Quero clamar o mais alto da revolta
Que me consome o ventre não rendido
Dos restos dos meus dedos em mão solta
Marco-te poema, em ferro bramido
 
  
Se me dilacera o Entrudo da mentira
E a vingança mungida na falsidade
Nasce de mim, indígena tinta que delira
Alucinando, estravazo liberdade!

 

publicado por Utopia das Palavras às 18:00

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"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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