03
Nov 08

 (guayasamin)

 
No vale profundo
Ecoa um grito
Gemido aflito
De gentes do mundo
 
Grito que alivia
A alma oprimida
Das fráguas da vida
Da mente que jazia
 
Grito da terra
Sonhos ambíguos
Em tempos exíguos
De fome e de guerra
 
Grito quão malvado
Da fúria que insiste
E nos homens existe
Em nós sufocado
 
Grito... liberto
De mãos desatadas
Auroras amadas
De escolhas coberto
publicado por Utopia das Palavras às 22:02

Ai, que fantasia poder gritar
e dizer que me estão a calar!

Ai, que alegria saber calar
quando todos estão a gritar!

Ai, que fome tenho de gritar
que não me quero calar!


Beijinhos, amiga
Paola a 5 de Novembro de 2008 às 23:17

Paola

ai se um só grito bastasse
se num grito eu acordasse..
ai se um grito se sonhasse!

Beijinhos

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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