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Set 08

 
 
Perco quando não ouvir o chorar
De quem aflito implora
Tréguas para libertar
Alguém que um outro ignora
 
Perco quando não olhar
Não ver que a cor do céu
Descendo no seu estrelar
Para o mundo inteiro nasceu!
 
Perco quando não sentir
Um coração a pulsar
Pela mágoa de ouvir
Outro coração a chorar
 
Perco quando não sorrir
Quando no meu colo se deita
Mais um dia de porvir
E a minha noite enfeita
 
Perco quando não abraçar
A multidão que se incendeia
E bem alto não levantar
A bandeira que me norteia
 
Perco quando não lutar
Ao lado de tantos mil
Se passiva me deixar calar
Por quem ignora Abril
 
Perco quando na vida
Chorar, abraçar e sentir
Lutar, olhar e sorrir
Não forem essência desmedida.
Ausenda Hilário

 

publicado por Utopia das Palavras às 09:53

Ganhamos quando lemos palavras assim...

Abraço
AnaMar a 29 de Setembro de 2008 às 19:30

Obrigada pela visita e comentário.
Gostei muito do teu blog, vou ter que ler com mais tempo, mas para já vou linkar no meu, porque merece.
Um beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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