23
Set 08

 
 
Perco quando não ouvir o chorar
De quem aflito implora
Tréguas para libertar
Alguém que um outro ignora
 
Perco quando não olhar
Não ver que a cor do céu
Descendo no seu estrelar
Para o mundo inteiro nasceu!
 
Perco quando não sentir
Um coração a pulsar
Pela mágoa de ouvir
Outro coração a chorar
 
Perco quando não sorrir
Quando no meu colo se deita
Mais um dia de porvir
E a minha noite enfeita
 
Perco quando não abraçar
A multidão que se incendeia
E bem alto não levantar
A bandeira que me norteia
 
Perco quando não lutar
Ao lado de tantos mil
Se passiva me deixar calar
Por quem ignora Abril
 
Perco quando na vida
Chorar, abraçar e sentir
Lutar, olhar e sorrir
Não forem essência desmedida.
Ausenda Hilário

 

publicado por Utopia das Palavras às 09:53

ludo

bem vindo, após o merecido descanso camarada!
Lutaremos... até ao fim!
um beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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