05
Ago 08

 

 
É no espírito e na grandeza
Do querer e do despojamento
Fazendo do trabalho árduo certeza
Uma Festa de raiz no Pensamento
 
Tanto ferro, madeira e aço
Martelos, pincéis e bigorna
De cada um de nós um pedaço
Passo a passo um mundo se torna
 
Mistura de convicções, suor
Raças, culturas e amizade
O sonho de um mundo melhor
Nasce na festa a vontade
 
Depois é vê-la altiva e bela
Com as suas bandeiras ao vento
Com o Tejo a olhar para ela
Saudando esse momento
 
Quando explode a Carvalheza
É tempo de exaltação
Jubilo, abraços de firmeza
Mar de gente, multidão
 
Toda a gente dá a mão
Solta-se o grito de loucura
Dão-se cambalhotas no chão
De ideais e cultura
 
          Convívio, camaradagem
É séria na reflexão
No seu seio a mensagem
Para os Povos a união
 
A música corre solta e louca
Há riqueza no debate
Os sabores de boca em boca
É cor, é política, é Arte!
 
Festa, brilho que não iguala
Viajem sem passaporte
Da Palestina à Guatemala
No País do sul ao norte
 
Do operário ao doutor
Do mais velho ao mais novo
Do branco ao de cor
É a grande festa do Povo
 
Terra dos sonhos, alguém lhe chama
Quinta das emoções
Um sonho que de nós reclama
Amigos e afeições
 
De nós, para toda a gente
Boas vindas ao visitante
Renovada, sempre diferente
Viva a Festa do Avante
 
Fazemo-la sem petulância
A nossa essência é fraternidade
Também entrega e militância
Finda a Festa…Vem a saudade!
  
Ausenda Hílario & Miguel Beirão
 
 
 
 
 
publicado por Utopia das Palavras às 23:28

Olá poetisa!
Bonito... Pela parte que me toca, agradeço a homenagem (deve ter dado trabalho).
Obrigada!
Beijo para ti e um abraço para o parceiro

(tenho que vir com tempo ver mais)
Maria a 6 de Agosto de 2008 às 19:32

Obrigada pela visita.
Sentiste como uma homenagem e eu gostei dessa leitura.
Agradeço pelos dois.
Bj amiga, volta sempre!

Pela descriçao nestas quadras, é uma tentaçao ir conhecer a festa e confirmar se o q aqui ta escrito é mesmo o espirito dela, salvaguardando a inspiração poetica. Vou estar lá.
repito, gosto do que tu screves e a 2 maos tambem resulta.
parabens aos dois.

mil xi`s
Paulo a 6 de Agosto de 2008 às 22:28

Vais ver que é tal e qual como escrevemos nas kuadras.
Foi inspiração poética da realidade.

Nestas quadras...a verdade
Salta bem a qualquer vista
Demostram a solidariedade
Que existe em cada comunista

Parabens meus camaradas
Gostei da vossa partilha
Nestas rimas bem rimadas
Bem á maneira comunista

É como dizem, e em verso
A nossa "Festa" não tem rival
Nela confraterniza o universo
Do comunismo Internacional

Viva a "Festa do Ávante!"
POESIA-NO-POPULAR a 7 de Agosto de 2008 às 12:36

Homenagem à nossa festa
E aos operários dela
"Não há Festa como esta"
Do nosso coração tem parcela

Obrigado, um abraço Manangão
Ausenda

Ainda não fomos, mas só de ler o poema já tou com saudades. Bem feito. Gostei.
Encontramo-nos talvez na feira do livro onde a menina andará mergulhada em versos.
Beijos
Nuno Oliveira a 7 de Agosto de 2008 às 22:06

Ola amiga
Finalmente consegui ca chegar.
Ja li por alto os teus posts e retive o meu olhar nalguns mto bonitos.
ja t vou dizer pq.
A "Festa" ta bonita pah!!!
bjx
São a 9 de Agosto de 2008 às 09:40


Foi bom passar aqui no blog utopia das palavras.
ver este lindo poema, fez-me recordar tempos já hindus . quando eu vibrava intensamente quando ouvia essas mesmas palavras. Hoje ainda vibro mas muita coisa passou desde então!!!



um abraço


José a 11 de Abril de 2009 às 11:35

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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