24
Jul 08

 

    (cruzeiro seixas)

 
No mando da voz que é minha
Com o pensamento que avinha
Dito bem alto o meu lema
Sai de mim, lento e solto
E num ímpeto revolto
Explodem palavras lavadas
De virtudes dizimadas
 
Demora o grito da injustiça
Que em nosso âmago atiça
A fúria da impotência
Fortalece quem lidera
E cegamente se apodera
Das vísceras como os abutres
Com as palmas dos ilustres
 
Os olhos não têm que ver
A boca não tem que comer
É mais além o caminho
Os olhos têm que arrebatar
A boca não tem que calar
Falsos sábios não vamos ouvir
A máscara hipócrita tem que cair.
 
Futuro acorrentado e suspenso
Neste emaranhado tão denso
Um País que é meu e não quero
Tortura a alma da gente
Ver um povo de sangue quente
Quieto, descrente, entorpecido
Num tempo que se quer resistido
 
Lamúrias não remedeiam
E a inércia premeiam
Mordaz não basta ser
Levantemo-nos deste chão
Saibamos que uma só mão
Erguida num braço forte
Muda a vida, muda a sorte!
Ausenda Hilário

 

publicado por Utopia das Palavras às 17:32

Parabens por este grito de revolta e de álerta!
Muito bem!... senhora poetisa.
abraço
POESIA-NO-POPULAR a 24 de Julho de 2008 às 18:31

Obrigada pelo comentário.
Esta é uma forma de gritar a revolta, outras haverão e precisam-se!

Um abraço
Ausenda

Hoje estive num restaurante em Albufeira e estava tocando a musica do teu blog (Bonita de Pedro Barroso)
Derepente lembrei-me que há dias não passava por cá.
Foi agradável a surpresa, ou aliás não me surpreendes, porque ja vi o que sabes fazer com as palavras. Admiro!Gosto de te ler!
A hipocrisia associada ao adormecimento do povo, é o futuro hipotecado!
Um povo de sangue quente, há que reagir!
Di-lo bem minha linda!
Beijo, beijo
ggm a 25 de Julho de 2008 às 01:05

Também eu grito "A fúria da impotência"... Eles estão a calar este país de verdade. E dói constatar o desprezo com que nos olham lá do seu alto império. Apetece "pegar na trouxa e zarpar". Apetece gritar raivas e azedumes. O país chora em silêncio... Acredito, que um dia, eles vão ouvir...

Gritei contigo. Obrigada.
Paola a 28 de Julho de 2008 às 16:22

As palavras são tuas. Certeiras, bem escritas, bonitas.
E o teu grito é também o NOSSO. Abaixo a hipocrisia!
Sempre que o sentires, grita, escrevendo....
Eu estou cá para te... ler!!!!!
Jinhooooooooooo
Nuno a 30 de Julho de 2008 às 23:07

Destroi-se num segundo o que se leva vidas a construir e ...
... a hipocrisia é a culpada!!!
Gritos de revolta para mudar mentes de animais (Homens)

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Destroi-se num segundo o que se leva vidas a construir e ... <BR>... a hipocrisia é a culpada!!! <BR>Gritos de revolta para mudar mentes de animais (Homens) <BR><BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>PS-</A> Revejo-me no que escreves!
MBeirão a 31 de Julho de 2008 às 00:25

Migo Miguel

Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre!
“Charles Chaplin”
Obrigada migo
Beijo

Belíssimo poema, com as palavras exactas.
Maria Guilhermina Abreu a 5 de Setembro de 2008 às 19:23

Obrigada amiga, pela tua visita.
Um beijo

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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