08
Jul 08

(no seguimento do que o Miguel Beirão postou

no "Balada da Liberdade")

 

MÁ LÍNGUA II

 

É preciso que o povo entenda
E levante a sua voz
Só se resolve a contenda
Com uma luta feroz
 
Eles impõem as leis
Porque têm a maioria
E os poderosos fieis
Enriquecem dia a dia
 
Sem combustível é duro
A gente governar a vida
É um sadismo puro
E dificuldade acrescida
 
Voltar atrás talvez consiga
De burro voltar a andar
Faz lembrar história antiga
Recuo em vez de avançar
 
Se aumentarem a palha
E criarem novo imposto
Não há nada que nos valha
Andamos a pé que é um gosto
 
Com a vida tão abalada
Até parece bizarro
Multas por tudo e por nada
Até por fumar um cigarro
 
E se saúde me falta agora
Ao hospital vou parar
A taxa moderadora
Lá vou eu ter que pagar
 
E se ficar internada
Pago uma conta daquelas
É como ficar hospedada
Em hotel de 5 estrelas
Ausenda Hilário
 
publicado por Utopia das Palavras às 15:47

A saga continua na verdade
Má língua, de horas amargas
Desde a Balada da liberdade
Á tua utopia das palavras


MBeirão a 9 de Julho de 2008 às 23:57

Má lingua? Chamava lhe verdades e bem verdades. Muito boa, da-lhes que eles merecem.

xi... mori
Paulo a 10 de Julho de 2008 às 19:31

Dá-lhe na cabeça. Que há lá ministros que também gostam de malhar. Olha eu adicionei. Abraço Eduardo.
Fisga a 8 de Abril de 2009 às 17:54

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
Partilha em co-autoria
Um pouco de mim também...!
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