07
Ago 11

(tela de  Ventura González Pedroza)

 

Ouvimos com o sangue das mãos

Sentimos com o gelo que escorre do rosto

Resistimos com as pétalas que florirem as estradas

Extinguindo as montanhas

Nas planícies madrugadas

 

Sem prosas de desespero

Nem medo do lado deserto

Amamos na justa parte

Que da terra nos pertence

 

Amamo-nos…

Ansiosos de um poente

Arado de papoilas

E trigos infantes

Juncados como metáfora

Desse sonho urgente

 

Só desse amor se nasce

Só desse amor respira o sonho

Só essa ponte feita de nós e utopia

Nos lança os passos, como leme

 

Amamos…

Na igual condição

Dos amantes

E de ser além o dom tranquilo

Que já tão perto se augura

E se desprende

Quase livre!

publicado por Utopia das Palavras às 19:25

No comentário anterior os 4 versos são os primeiros.
Um beijo
 e estes 4 versos são a memória, o presente nunca findo e a esperança que nunca morre,
Memória: a terra fala do que foi.
Presente: as flores ajudam a lutar contra a montanha e alisar a planície da colheita.
Assim se junta o amor do homem individual ao colectivo.
Poema lírico de leitura pollítica, assim é a poeta de mãos dadas com o mundo.
 
Eduardo Aleixo
Eduardo Aleixo a 26 de Agosto de 2011 às 17:32

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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