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Mar 11

 

Avança alta a sombra do cansaço

Na espera que não cessa

Cai-me o corpo no regaço

Demora-se o tempo na promessa

 

Vela de vento

Neste meu fado

De arrancar a esperança

Ao frio do relento

E no vaivém da bonança

Esperar-te como destino marcado

 

Moinho de água

Da mágoa escondida

Tanto espero o momento

De alma agora despida

Virás, na roda do vento!

 

(tela de Isabel Espadeiro)

publicado por Utopia das Palavras às 22:28


A força a denunciar cansaço, sim. Tu o dizes muito poeticamente...
justine a 3 de Abril de 2011 às 11:17

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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