02
Out 10
                     (tela de Magda Rivera)

De alento se faz o corpo

De mínguas luas se atraiçoa a fome

Das bocas que já não abrem

Sustento lento,

Que mata gente,

Que de seu nem tem o nome

 

E os pés como charruas

Repisam vácuos, vãos e nadas

Lavras de um sol cansado

Mastigam as minhas mãos fátuas

E nuas…

 

A inércia dos dias iguais

Fincam as palavras revoltas

E livre de escoltas

Vem o dia e a hora arguta

Em que grito – basta!

 

Nem mais um gole

Nem silêncio

É do tempo urgente

As sendas da minha luta!                             

publicado por Utopia das Palavras às 21:33

É urgente o tempo
É urgente a luta de palavras
É urgente o não esquecimento!

Belo poema!

Estou mais no google:

http://os7degraus.blogspot.com

Gostava de a encontrar, mas sei que não a encontro e não insisto!

Fica para uma próxima,
bem distante!

Felicidades,

Maria luísa
M.Luísa Adães a 20 de Outubro de 2010 às 15:54

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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