02
Out 10
                     (tela de Magda Rivera)

De alento se faz o corpo

De mínguas luas se atraiçoa a fome

Das bocas que já não abrem

Sustento lento,

Que mata gente,

Que de seu nem tem o nome

 

E os pés como charruas

Repisam vácuos, vãos e nadas

Lavras de um sol cansado

Mastigam as minhas mãos fátuas

E nuas…

 

A inércia dos dias iguais

Fincam as palavras revoltas

E livre de escoltas

Vem o dia e a hora arguta

Em que grito – basta!

 

Nem mais um gole

Nem silêncio

É do tempo urgente

As sendas da minha luta!                             

publicado por Utopia das Palavras às 21:33


Venho agrdecer a tua visita e desejar bom domingo.
Abraços.
São Banza a 24 de Outubro de 2010 às 01:57


 
 É urgente o amor

 que se conquista
mar aravel a 27 de Outubro de 2010 às 11:21


*
voltei,
e mais uma vez,
senti, sentindo !
,
conchinhas,
,
*
poetaeusou a 4 de Novembro de 2010 às 10:45

Ó mulher, a gente anda meio perdida e o que escreves não se pode perder.
"É a HORA!!!!!
IBEL a 6 de Novembro de 2010 às 01:07

Mas para onde voou o comentário que cá deixei?
 
Menina, repito o mesmo de sempre até à exaustão: escreves muito bem e sem poeiras na língua.
 


 
IBEL a 7 de Novembro de 2010 às 21:09

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...é! O tempo urge...


Um brado de revolta em seus belos versos! Canta sim, mesmo sabendo que poucos vão ouvir e sentir...




Beijos de luz e o meu carinho!!!


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zelia nicolodi a 7 de Novembro de 2010 às 22:36


um poema lindo de palavras calmas,mas incisivas . um poema de quem tem certeza do quer e sofre pela ausência de auroras libertadoras.
António Garrochinho a 11 de Dezembro de 2010 às 01:32


Toninho

Bem vindo por aqui meu amigo. Poeta de uma sensibilidade maior! Grata!

Beijos

Deixa-nos lutar contigo.
Obrigado pela escrita.
pedras contra canhões a 4 de Janeiro de 2011 às 14:53

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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