02
Out 10
                     (tela de Magda Rivera)

De alento se faz o corpo

De mínguas luas se atraiçoa a fome

Das bocas que já não abrem

Sustento lento,

Que mata gente,

Que de seu nem tem o nome

 

E os pés como charruas

Repisam vácuos, vãos e nadas

Lavras de um sol cansado

Mastigam as minhas mãos fátuas

E nuas…

 

A inércia dos dias iguais

Fincam as palavras revoltas

E livre de escoltas

Vem o dia e a hora arguta

Em que grito – basta!

 

Nem mais um gole

Nem silêncio

É do tempo urgente

As sendas da minha luta!                             

publicado por Utopia das Palavras às 21:33

Olá Ausenda!
E podes continuar a tua luta, gritando e esbracejando que não estás só.
BEIJO GRANDE
manu a 2 de Outubro de 2010 às 22:27


Um excelente poema!!|

gostaria do dar a conhecer lá no meu blogue...Posso?

Bom domingo.
São Banza a 3 de Outubro de 2010 às 11:14

Olá São

Obvio que podes usar como quiseres! Obrigada pela partilha!

Beijo

Olá Ausenda,

Ainda bem que te vim espreitar!
Que beleza, que intensidade, que força...
De facto chegamos à beira do abismo... Há que deitar mãos à luta! Ou poderá ser tarde de mais.

Parabéns.
PC
Paulo César a 3 de Outubro de 2010 às 21:50

Ola Amiga,

Enquanto houverem gritos como o teu, a luta não para!

Bjinhos

Céci
Céci a 6 de Outubro de 2010 às 12:22


Sempre um grito de raiva e dor. Sempre a ligação à terra e às gentes. Sempre a esperança.Esta a tua poesia cheia de força e emoção.
Um abraço
justine a 7 de Outubro de 2010 às 10:12

Ausenda,


... e quanto mais urgente for o tempo / mais intensa será a luta...




Abraço!
AL
A.S. a 8 de Outubro de 2010 às 21:43

Palavras revoltas, livres de escoltas....
Dizer basta....
----------------
Comungo dos teus ideais,
E subscrevo o teu poema.
-----------------------------------
Um bom domingo.
Eduardo Aleixo a 9 de Outubro de 2010 às 13:33

*
amiga
,
é urgente, ler-te  .  .  .
,
conchinhas
,
poetaeusou,
*
poetaeusou a 9 de Outubro de 2010 às 18:43


Obrigada pela autorização. Passa pelo SÃO, que já lá est´á...e comentado.

Beijinho.
São Banza a 10 de Outubro de 2010 às 01:55

É urgente o tempo
É urgente a luta de palavras
É urgente o não esquecimento!

Belo poema!

Estou mais no google:

http://os7degraus.blogspot.com

Gostava de a encontrar, mas sei que não a encontro e não insisto!

Fica para uma próxima,
bem distante!

Felicidades,

Maria luísa
M.Luísa Adães a 20 de Outubro de 2010 às 15:54

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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