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Ago 10

Tudo o que chorasse um dia

Por um fio de saudade morresse

No meu seio sobreviveria

A âncora que me prendesse

 

Cada grito que silenciasse

Noutra boca se acendia

O cravo que se tornasse

Num cantar de cotovia

 

O abraço que me escorasse

Eternamente o seria

Se a vida não olvidasse

Que num abraço, outro havia

 

Mesmo que sem asas, pairasse

O sentir de uma poesia

Era como se me libertasse

De tudo o que chorasse um dia!

 

(tela de Margusta Loureiro)

publicado por Utopia das Palavras às 22:32


 Mais um belíssimo poema... do qual cito o que mais comoveu o meu sentir:


 
Tudo o que chorasse um dia
Por um fio de saudade morresse
No meu seio sobreviveria
A âncora que me prendesse
 
Excelente.
 
Bj

Maria Valadas a 1 de Setembro de 2010 às 20:11

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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