12
Ago 10

Tudo o que chorasse um dia

Por um fio de saudade morresse

No meu seio sobreviveria

A âncora que me prendesse

 

Cada grito que silenciasse

Noutra boca se acendia

O cravo que se tornasse

Num cantar de cotovia

 

O abraço que me escorasse

Eternamente o seria

Se a vida não olvidasse

Que num abraço, outro havia

 

Mesmo que sem asas, pairasse

O sentir de uma poesia

Era como se me libertasse

De tudo o que chorasse um dia!

 

(tela de Margusta Loureiro)

publicado por Utopia das Palavras às 22:32


Ola Breizh

Obrigada pelas tuas palavras!
Onde posso conhecer os teus óleos? Gosto efectivamente de ilustrar os meus poemas com telas principalmente de pintores portugueses e teria um gosto enorme se pudesse ilustrar algum com um óleo teu. Diz-me!

Beijo  

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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