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Ago 10

Tudo o que chorasse um dia

Por um fio de saudade morresse

No meu seio sobreviveria

A âncora que me prendesse

 

Cada grito que silenciasse

Noutra boca se acendia

O cravo que se tornasse

Num cantar de cotovia

 

O abraço que me escorasse

Eternamente o seria

Se a vida não olvidasse

Que num abraço, outro havia

 

Mesmo que sem asas, pairasse

O sentir de uma poesia

Era como se me libertasse

De tudo o que chorasse um dia!

 

(tela de Margusta Loureiro)

publicado por Utopia das Palavras às 22:32


 Também as asas

 se conquistam

 Bj

 
mar aravel a 13 de Agosto de 2010 às 23:13

A tua capacidade poética maravilha-me.
bj
Ana Tapadas a 15 de Agosto de 2010 às 15:47

Ola Ausenda,

Lindíssimo este teu poema.

Bjinhos

Céci
Céci a 18 de Agosto de 2010 às 19:23


Olá Ausenda,

Também gostava de ter umas asas...azuis que me libertassem do choro dos anos da saudade!

O poema é lindo!

Sabes, gosto muito de pintar ( óleo) mas fico deslumbrada com as fotos de telas que colocas no blog a ilustrar os teus poemas!

beijo
Breizh da Viken a 21 de Agosto de 2010 às 14:53


Ola Breizh

Obrigada pelas tuas palavras!
Onde posso conhecer os teus óleos? Gosto efectivamente de ilustrar os meus poemas com telas principalmente de pintores portugueses e teria um gosto enorme se pudesse ilustrar algum com um óleo teu. Diz-me!

Beijo  

As âncoras. Prendem as lembranças.Espreitam os novos guinchos para o sol da terra e do mar. Presos e livres vamos ancorando e nos voando. Até quando aguenta o coração?
Eduardo Aleixo a 24 de Agosto de 2010 às 23:45


 Mais um belíssimo poema... do qual cito o que mais comoveu o meu sentir:


 
Tudo o que chorasse um dia
Por um fio de saudade morresse
No meu seio sobreviveria
A âncora que me prendesse
 
Excelente.
 
Bj

Maria Valadas a 1 de Setembro de 2010 às 20:11

Olá Ausenda,

Continuas viva e cheia de palavras belas, que encantam.

"...se a vida não olvidasse
que num abraço, outro havia..."

Deixo-te o outro abraço que falta para o abraço ser total.

PC
Paulo César a 3 de Setembro de 2010 às 22:33

são divinos os abraços a quatro braços.


gostei!
beijos
pin gente a 10 de Setembro de 2010 às 23:17

A poesia é libertadora,

não é,

amiga?

Saudações poétiacs.

Bjs
vieiracalado a 26 de Setembro de 2010 às 01:49


Melódico e fluído, e, como sempre, intenso

Beijos, Ausenda
Virgínia do Carmo a 26 de Setembro de 2010 às 19:00

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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