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Mar 10

 

 

Ouso fazer das nascentes

 as margens do teu ombro

berço embevecido no alento

do sol e de sal chorado,

ponte de um rio lavado,

jamais um escombro,

o meu sustento...

 

Ocaso é respirar por instinto

e tu, colina de coragem destemida

onde só o vento

é o labirinto

dos urros que sorvo da vida

 

Ombro aonde remanso

o medo de um gesto,

ou de um adeus

Lírio laço, quando me lanço

no manso caule

dos ramos teus

 

São as tuas raizes urdidas

Na minha utopia anciã

e nas horas sobrevividas

desmancho no teu ombro a manhã!

 

(imagem: Lou Poulit)

 

publicado por Utopia das Palavras às 16:35

Mas é um poema lindííssimo, bordado de lírios e de laços, que me vai obrigar a voltar  para o reler, embevecido, e nele mergfulhar, mas...com cuidado...  Abraço mouro.
Eduardo Aleixo a 5 de Abril de 2010 às 19:02

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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