28
Mar 10

 

 

Ouso fazer das nascentes

 as margens do teu ombro

berço embevecido no alento

do sol e de sal chorado,

ponte de um rio lavado,

jamais um escombro,

o meu sustento...

 

Ocaso é respirar por instinto

e tu, colina de coragem destemida

onde só o vento

é o labirinto

dos urros que sorvo da vida

 

Ombro aonde remanso

o medo de um gesto,

ou de um adeus

Lírio laço, quando me lanço

no manso caule

dos ramos teus

 

São as tuas raizes urdidas

Na minha utopia anciã

e nas horas sobrevividas

desmancho no teu ombro a manhã!

 

(imagem: Lou Poulit)

 

publicado por Utopia das Palavras às 16:35


Sei que não responde,
sei que raramente lê meus versos,
mas reconheço o seu valor de poeta.

Nada do que digo acima,
me faz esquecer
sua forma de dizer.

"As Margens Do Teu Ombro"

é de uma beleza incontestável,
quase impossível de dizer,
mas diz!

"São as tuas raízes urdidas
 Na minha utopia anciã
 e nas horas sobrevividas
 desmancho no teu ombro a manhã!"

Não parece ser possível dizer tudo isto e caminhar como se não o tivesse dito...

"Lírio laço, quando me lanço
 no manso caule
 dos ramos teus"

Um assombro que nos leva a outro Tempo, outra Dimensão...

Que mais posso dizer? Que amo sua música e a conheço muito e muito bem?Que meditei
com esta música? Isto interessa a alguém? Não interessa, eu sei!

A congratulo e nada mais lhe sei dizer...

Maria Luísa
M.Luísa Adães a 29 de Março de 2010 às 11:39

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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