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Fev 10

(Egon Schiele)

 

Tão certos como loucura

São meus, os dias vagabundos

Arrancados sem pudor

Ao austero ciciar das bocas

 

Vagueio, flor incerta

Que recusa o poisio

E nasce do céu

Que também é terra

 

Correndo, cega do sonho

Nas vezes em que caio

Na lama das ruas,

Vadio o desejo

e prometo-me

Mundos e luas…

Lançando tréguas

à rebeldia de um beijo!

 

publicado por Utopia das Palavras às 20:42

O ventinho trouxe-me aqui para te ver e te dizer que chegou ontem numa traineira a primavera com búzios cheios de beijos.
Eduardo Aleixo a 22 de Março de 2010 às 16:16

o que me prometeu aquele beijo
com travo de vento fugidio
partiu dos meus lábios
deixando-me a boca sequiosa
e os olhos ainda fechados

sinto o teu calor na minha pele
de olhos ainda fechados
boca entreaberta e sequiosa
e caio, no teu último passo
ofertando à terra o que não tive

vagueio na vertigem de dois braços,
corpo que não sei de onde conheço,
ou sequer de onde me conhece
mantém-me sequiosa a boca entreaberta
e com indiferença as pálpebras travadas
pin gente a 23 de Março de 2010 às 11:56

faltou-me o beijo

beijo
luísa
pin gente a 23 de Março de 2010 às 11:57

Que dizer?! Mais um belo poema

Rebeldia libertada
Sonho vago de infinito
Na palavra arrancada
De ti, como de um grito?

Fico na contemplação
Desse Éden distorcido
Nas coisas do coração
O poeta é Deus cáido

abraço :)
Luis Linhares a 27 de Março de 2010 às 17:23

Repleto de uma musicalidade que embala os sentidos!

Beijinhos...
virgínia a 27 de Março de 2010 às 23:00

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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