06
Dez 09

                 

 

 

Risco a vida
E cada traço premente
É uma linha urgente
Não a pinto…
 
Não me iludo com as estrelas
embora belas
Musas do olhar efémero
Que me sulca o rosto
 
Desencantada a vida que não esperneia,
Caída do céu já colorida,
Sem riscos, sem sombras,
Sem lágrimas de um parto de amor
 
Cada risco tem uma cor
Do arco-íris roubada, suada
Depois de uma chuva agreste
Ou de uma paixão errada
(Imagem: Julio Pomar)

 

publicado por Utopia das Palavras às 17:24


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Um poema bonito, apesar do desencanto...

Beijos de luz e o meu carinho!!!


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zélia a 14 de Dezembro de 2009 às 22:42

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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