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Dez 09

                 

 

 

Risco a vida
E cada traço premente
É uma linha urgente
Não a pinto…
 
Não me iludo com as estrelas
embora belas
Musas do olhar efémero
Que me sulca o rosto
 
Desencantada a vida que não esperneia,
Caída do céu já colorida,
Sem riscos, sem sombras,
Sem lágrimas de um parto de amor
 
Cada risco tem uma cor
Do arco-íris roubada, suada
Depois de uma chuva agreste
Ou de uma paixão errada
(Imagem: Julio Pomar)

 

publicado por Utopia das Palavras às 17:24


Gostei do teu poema de pegadas sobre as areias da vida.
Riscos nos rochedos iluminados pelas estrelas
apenas estrelas. Quantas se perdem por as vermos só estrelas
e não mais do que estrelas?  Vem a onda do mar com o canto desencanto.
e tu nun canto com o teu pranto. Mas breve ou longo, te ergues no caminhar das pegadas
sobre o mar. E quem notar vé os desenhos sobtre as rochas. De cores variadas.
Ou sobre o teu corpo castanho de algas cor do sal. São rugas, dirão! Não faz mal.
É a luta da vida.
Tal e qual. 
Eduardo Aleixo a 15 de Dezembro de 2009 às 23:32

Eu acho que todas as linhas da nossa vida são pintadas amiga, mais que não seja de preto ou varios cinzentos, depois temos as cores alegres , que nos dão tanto prazer, e o branco da ternura  da paz e da pureza, por isso não precisas pintar, a própria vida se encarrega disso ;)

adoro vir te ler, apesar de andar afastada, mas estou bem e feliz :)

beijinhos querida!

feliz natal com cheirinho a azevinho
Xana a 16 de Dezembro de 2009 às 11:26

traços de vida
beijo
carla a 17 de Dezembro de 2009 às 19:55


 Em cada cor

um ciclo de marés

Força


 
mar aravel a 17 de Dezembro de 2009 às 22:38

Os teus poemas têm doçura e encanto,
há uma pureza nas tuas palavras que as sinto como
gotas de água. Este poema está muito belo.
Parabéns amiga pelo teu livro, lançado há pouco.
Ainda não foi desta vez que te conheci.
Auzenda venho também desejar-te um BOM NATAL
e que o Ano Novo te traga tudo quanto desejas.

beijinho com todo o meu carinho
natalia

 
rosafogo a 20 de Dezembro de 2009 às 23:31


Bonito e lirico poema... do qual não me canso de ler.
 
VOTOS DE BOM E FELIZ NATAL!
 
Beijo.
Maria Valadas a 21 de Dezembro de 2009 às 06:31

Olá,
Como sempre um belo poema. Parabéns!
Não tenho por hábito lamentar-me. Porém o facto de hoje ter entrado de férias, noto uma grande diferença de tempo, permitindo-me de acordo com o meu desejo ,ver e analisar os teus óptimos posts que apenas  os observo duma forma fugaz no meu perfil, sempre que posso.
Por isso, não me abstraindo do bom conteúdo dos teus posts, venho aqui expressar no teu "cantinho" o desejo que continues com aquela vivacidade e força  que te é característica, desejando-te um óptimo  Natal com muita harmonia e paz.
Podes contar sempre com este Amigo que muito aprecia a forma de te expressares e cuja Amizade é recíproca.
Desejo-te um Feliz Natal e que o Novo Ano te traga a concretização de todos os teus desejos.
Cumprimentos do Amigo,
Carlos Alberto Borges
umbreveolhar a 21 de Dezembro de 2009 às 17:04

Que cada traço premente espicace a vida pelos flancos
A chuva agreste deixa ainda um cheiro na terra molhada
Não vem dos vapores a promessa de nova colheita
De paixão para ser vivida ou mesmo assim desfeita?
Cada linha é um parto na condição de seres quem és
Poetisa eleita
Utopia imperfeita

Feliz 2010
Abraço
Luis Linhares a 4 de Janeiro de 2010 às 02:03

"Balada da Liberdade" livro de Miguel Beirão, prefácio de minha autoria e capa de Dorabela Graça
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